Odeio a faculdade e o meu curso

desabafos de problemas na vida e no dia a dia

É horrível odiar aquilo que você escolheu para si. Mas poxa, como é que incumbem crianças de 16 anos, sem noção nenhuma de vida, de fazer uma escolha dessa sem amparo nenhum? Eu escolhi meu curso (Direito) por exclusão. Não gosto de exatas e muito menos de lidar com sangue e essas coisas que rolam na área das biológicas. Dos cursos de humanas, o único que me pareceu viável financeiramente foi Direito. Eis que eu, com 16 anos, escolho o curso pressionada pelos meus pais e por todos, faço e vestibular e passo em uma universidade pública.
Alguns, aqui, já pensariam, “nossa, que sonho, queria eu estar em uma faculdade pública”. Cara, eu sei que devia valorizar isso, mas o fato de ser pública ou privada não muda nada em como isso afeta meu psicológico sabe. Eu não sei o que fazer. Hoje, com 20 anos, já estou quase me formando e não aguento mais ir para aula, porém não me sobra escolha. Estou quase estourando de falta em várias matérias. Odeio ir para aula. Acaba com meu dia pensar que tenho que ir para aquele lugar. E o pior, o que vou fazer com a minha vida depois disso?
Sei lá, é só um desabafo, literalmente.

7 COMENTÁRIOS

  1. Amiga se vc encontrar a resposta me conta.
    Fiz ciências contábeis com bolsa integral, me formei a 4 anos e trabalho na área. É a coisa que eu mais odeio fazer na vida.
    Mas não tenho muita opção, é o que me resta, tenho que trabalhar.
    Boa sorte.

  2. Termine a sua faculdade e inicie outra dentro de uma área de maior afinidade. Com apenas 20 de idade é perfeitamente possível acertar o seu rumo de carreira e mesmo que vc não vá trabalhar como advogada, essa formação sempre oferecerá um peso no seu currículum, além de ser útil para a sua vida pessoal, por conhecer as leis e o que poderá protegê-la. Conheço uma pessoa aqui por não ler corretamente um contrato, hoje está já há vários anos com seu nome sujo no Serasa, sob riscos de perder uma propriedade financiada. Outro detalhe, se você resolver não seguir adiante com uma nova formação, você pode tentar realizar concursos públicos, não precisamos trabalhar necessariamente como advogada, juíza ou delegada, pois existem muitos órgãos públicos que colocam como um dos pré-requisitos as faculdades de formação e quase sempre entra também Direito, cujos salários são altíssimos. Está vendo que você está sofrendo por antecipação, pois ao contrário do que você pensa, essa formação abre outros leques de possibilidades, inclusive trabalhando na iniciativa privada, em ambientes Corporativos. Apenas cuidado com a área que for escolher, pois a maioria das de humanas, são uma fábrica de desemprego.

  3. Tá, você não gosta de direito, então você gosta do que mesmo? Você disse que não gosta de exatas, nem de biológicas, então do que você gosta? Você deve ser uma dessas pessoas que acha que trabalho tem que ser divertido, que se deve trabalhar com algo pela qual se é apaixonado. Amiguinha, deixa eu te contar uma coisa. Trabalho não é diversão, se fosse não se chamaria trabalho. Trabalho serve pra gente retirar o nosso sustento, pra gente conseguir sobreviver e, quiçá, viver por meio dele. Algumas pessoas amam o que fazem (ou pelo menos dizem isso), mas são exceção. Então, pare de reclamar, você fez um curso ótimo, que vai te abrir um leque de possibilidades na vida. Agora se você decidir que realmente não é isso que você quer, vá fazer outra faculdade. Mas tenho certeza que você vai se frustrar novamente, pois se fazendo Direito você já está assim, imagina se você fizer um outro curso que não vai te dar praticamente retorno nenhum e você ainda vai ter que trabalhar feito uma égua pra no final do mês receber, quando, muito três pilas, podendo levar um chute do patrão/empresa a qualquer momento.

    • Perfeito, Ana, perfeito o quanto pontuou aqui. A meninada, muito jovem, ouve isso de ‘amo o que faço’ e acha que realmente é padrão e é meta… E se frustra e se desespera porque vive nessa ilusão. Pois é. O que resta é ler coisas como as suas ponderações muito realistas e proveitosas e, se nem assim cair a ficha, fazer ‘um curso do gosto’ logo a seguir.
      E assim é que vemos atualmente pessoas de 30, 35 e até de mais ainda, morando na casa dos pais e ‘analisando’ se vai ‘querer’ ser A ou B na profissão ‘quando crescer’. Muito danone de leite com perinha na geladeira da mamãe faz isso mesmo… Pessoas que não querem, maduramente, se sustentarem, mas ‘se realizarem’ (o que seria isso?…) a todo custo, embora nem saibam como exatamente.

  4. Não gosta do curso? Larga e faz outro, você é jovem, vai fazer oque ama. Ou então termina isso e começa procurar oque você realmente gosta de fazer. Direito é um porre mesmo, quase cai nessa furada. Enfim, boa sorte.

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