Problemas no Casamento

Amo minha mulher, mas não paro de pensar em minha colega de trabalho!

Tenho quase 50 anos e tenho um relacionamento a mais de 23 com minha mulher. Temos duas filhas no início da adolescência, com diferença de 5 anos entre elas. Temos, eu e ela, uma vida profissional e financeira estável. Sou totalmente apaixonado pela minha mulher: quando a vejo meus olhos brilham, estou sempre abraçando-a e a beijando. Linda, loira, 45 anos, atleta, sensual, cheirosa, invejada e elogiada pelas amigas. Nossa vida sexual é regular e ótima, resguardadas as semanas de estresse e cansaço extremo no trabalho. Somos exemplo de casal para familiares e amigos. Não tenho do que me queixar e acho que a recíproca é verdadeira. Problemas existem, geralmente causados por divergências na educação e lazer dos filhos, mas perfeitamente contornadas. Não temos segredos em relação ao celular e apps, as senhas são de conhecimento até dos filhos: nada de patrulha e possessão, mas por certeza de que não nada a esconder. Então, se está tudo bem porque estou aqui?
1) sempre fui uma pessoa em constante estado de paixão, desde que me conheço por gente: da professorinha da alfabetização até as colegas de sala do primário, do secundário e da faculdade. Mesmo namorando, tinha uma ou duas paixões que faziam meu coração acelerar e suar frio. Na maior parte das vezes era um amor platônico ou uma paixonite; em outras, a traição se consolidava. Isto de se apaixonar por outras mulheres aconteceu até mesmo depois de casado, mas nunca chegando à traição. Não tinha coragem de trair minha mulher e filhas e com o tempo a paixonite sumia, geralmente pelo fato da pessoa não estar em meu alcance visual;
2) Por vezes, me sinto solitário pois minha mulher não tem “tempo” de ver filmes ou séries comigo; não interessa por música; não tem paciência para me acompanhar em meus hobebéies e não me estimula a praticá-los, mas mantém sua rotina de atividades de lazer que, por vezes, atrapalham as minhas. Muitas tarefas de gerenciamento da casa e logística dos filhos acabam ficando por minha conta, pois ela não gosta de dirigir (em função de um trauma ocorrido há alguns anos). Como ambos temos trabalhos por vezes estressantes, a minha válvula de escapa quase sempre fica “entupida” por conta da liberação da dela. Ou seja, por vezes, me sinto solitário, mesmo tenho uma mulher quase perfeita ao meu lado; E.
3) Há alguns anos uma nova funcionária (vou chamá-la de X) começou a trabalhar na empresa onde trabalho, sob a minha chefia imediata. Muito bonita, simpática, cativante e um currículo que me fez apostar nela. E 18 anos a menos. Casada há algum tempo, sem filhos, sempre a tratei com respeito, apesar de não deixar de acompanhá-la com olhares sempre que possível. Com o passar do tempo, comecei a ter ressalvas em relação à sua produtividade na empresa, ficando abaixo do que espera inclusive pelo que espera dada a sua qualificação. Mas, apesar disto, seu trabalho é essencial para as minhas atividades e do restante da equipe (que já demonstrou ressalvas). Posso ter me acomodado pela sua presença, mas continuei mantendo o respeito.
Com o passar do tempo, passamos a conversar bastante sobre nossas vidas pessoais atuais e com mais liberdade sobre experiências amorosas passadas. Ela sempre elogiava a beleza da minha mulher e eu sentia uma inveja do marido dela. Eu me perguntava: “nossa, que mulher interessante! Como teria sido se eu a tivesse conhecido antes?” Almoçamos juntos praticamente todos os dias e tento disfarçar meu olhar de admiração, que só foi aumentando com o tempo. Seria mais uma paixonite? Depois de casado, nunca tive um contacto tão frequente com as paixonites, pois algumas cruzavam meu caminho no transporte, na academia, nas aulas de inglês, no bairro, mas sempre com uma frequência aleatória, esporádica. Com X o contacto era e ainda é diário, mais de 9 horas por dia durante os dias da semana. A vejo mais do que minha mulher, a quem devo ver acordada umas 3 ou 4 horas durante a noite. Comecei a perceber que alguma coisa estava estranha quando sentia vontade de chegar mais cedo ao trabalho para recepcioná-la e admirá-la chegando; quando, no final de semana, ficava ansioso pela chegada da segunda-feira, para poder vê-la novamente; quando as férias iam chegando ao fim e ficava ansioso pelo nosso reencontro; quando adiava ou antecipava o horário de almoço para podermos almoçarmos juntos. E foi em uma desses almoços, depois de alguns dias após o retorno das últimas férias dela, que ela me revelou, em segredo, que seu relacionamento de mais de 13 anos estava abalado e tendia a chegar ao fim. O relacionamento estava abalado há alguns meses, com ambos fazendo terapia e tendo recentemente ele mudado de casa. Meu coração parecia que ia sair pela boca! Tentei não demonstrar euforia, inclusive a aconselhando a tentar ver onde erraram e que ela deveria apostar. Ela demonstrou estar bastante resignada com o término, que foi provocado pelo marido. Fui mantendo minha postura de aconselhamento com o passar dos dias, sempre a elogiando e que ela deveria se valorizar e não entrar em novo relacionamento, fulgaz ou não, em pouco tempo. Mas a minha vontade era de acarinhá-la, abraça-la e beijá-la como a muito não sentia por outra mulher que não fosse a minha. Sua pele, seu cheiro, seu olhar, seu caminhar, tudo me cativava e aumentava o fogo da paixão. Em nossas conversas, ela me jogou alguns baldes de água fria: não seria louca de relacionar-se com um homem casado, algumas brincadeiras em relaçao a minha idade e que pessoas que trabalham juntas não devem se relacionar amorosamente pois seria impossível a convivência entre elas após um rompimento. Encarei como indiretas frente à uma possível percepção de parte dela de meu interesse. Passei a perguntar menos sobre o estágio da separação para deixar que ela tocasse no assunto. Estou de férias neste final de ano tendo a reencontrado na festa da empresa: linda, perfeita. Peguei as fotos que ela aparece e que colocaram no grupo do WhatsApp e fico admirando sua beleza. Como ela não tem rede social, não tenho como saber o que está acontecendo com ela nestes dias, se voltou ou náo com o marido, se arrumou outro, etc. Tenho ficado nervoso com a situação e não tenho com que conversar a respeito. Não gostei das dimensões que as coisas tomaram e desse meu comportamento juvenil. Continuo apaixonado pela minha mulher e nesses últimos dias de férias estamos quase que vivendo uma nova lua de mel sexualmente intensa, ajudados pelo fato dos filhos estarem em casas de amigos ou parentes em outras cidades. No Reveillon, minha mulher “causou”, estava um arraso, absurdamente sensual. Mas X não sai da minha cabeça: basta um tempinho e me pego a ver suas fotos no celular, ver se está online no WhatsApp etc.
Estou propenso, no retorno das férias, a procurar ajuda de um psicólogo, pois não quero estragar meu relacionamento de mais de 23 anos, magoar minha esposa, minhas filhas e as pessoas ao redor. Tenho 99% de certeza de que X me vê como um colega de trabalho e que não faço seu tipo. Mas, como diz o Safadão, esse 1% é vagabundo e me corrói.

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colega de trabalho

3 Comentários

  1. Minha mãe diria que você está “enfeitiçado”: quando chega a esse ponto dela não ser cobrada na produtividade, de você achar que mesmo assim ela seja suporte dos colegas, que em Administração chamamos de “Liderança Informal”; de sairem para almoçar e em conversa na suposta fragilidade conjugal ela já lhe cortar esperanças e trazer a tona a questão da diferença de idade, mesmo que sutilmente. Se for para ter uma Mulher Empodeirada contigo fica com a mãe dos teus filhos. Mesmo que a juventude dos 30 e poucos anos póssa nos fascinar, na nossa segunda adolescência – cinquentões – a experiência das quarentonas e bem sucedidas jamais deve ser deixada de lado.

  2. Essa garota sabe como exercer fascínio em você e manipular as suas fragilidades, pois é evidente que ela já sacou que o clima de intimidade que vc permitiu, lhe oferece algum poder na empresa, estabilidade no seu emprego, mesmo não sendo uma pessoa competente, o que a meu ver é uma tática desonesta, pois sabe-se lá se a mesma não está prejudicando colegas da empresa, para salvaguardar seus interesses, por esse excesso de confiança que vc está concedendo à ela. Esses almoços diários, nem deveria estar ocorrendo, ainda mais porque vc fica abrindo a sua vida particular e com isso está oferecendo informação demasiada da sua vida privada. É evidente que ela não está interessada em vc, mas no que vc pode oferecer, pois ela soube colocar os limites, quando percebeu que vc estava avançando um pouco o sinal, pela sua leitura comportamental de adolescente apaixonado. Ela pode não ser muito capacitada profissionalmente, mas é muito astuciosa. Quando ela fala da sua vida privada, diz que o seu casamento está a deriva e que a iniciativa de dar um tempo partiu do seu marido, já é um forte alerta para vc tomar muito cuidado, pois para um homem se saturar de uma esposa dessa maneira, supostamente é porque ele enxergou nela algo de muito negativo, durante a relação conjugal e que o desmotivou continuar na relação.

  3. Vc está dando lado para algo que sabe que vai prejudicar imensamente a sua vida, vc acha que suas filhas terão o mesmo olhar por ti se vc trair a mãe delas? Eu se vc fosse, excluiria essas fotos que tem guardada e transferiria essa mulher para outro lugar, para que ficar alimentando algo que pode te prejudicar? Pelo jeito sua esposa é uma mulher muito bonita que tenta se cuidar e se manter atraente para vc. Quais serão os efeitos da sua traição sobre o seu casamento e o relacionamento com suas filhas? Procura um psicologo para tomar forças e se livrar dessa mulher. Ah, e com certeza ela já sacou e outras pessoas da empresa tbm, perigoso não demorar muito para chegar nos ouvidos da sua esposa que vc anda de “terele” com outra mulher no serviço.

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