Não consigo me relacionar bem com a minha filha

Eu tenho uma filha de 8 anos e a amo muito, muito mesmo, mas não consigo ter um bom relacionamento com ela. Desde que ela era bebe não nos afinamos muito. Ela sempre preferiu o pai, sempre.
Eu morro de ciumes dele, queria muito que ela gostasse de mim como gosta dele. Uma observação muito importante o génio dela é muito parecido com o meu, nossa ela tem a mesma personalidade, tipo “dois bicudos não se beijam”…
Eu tento educá-la, mas ela é respondona e sempre implica e não quer obedecer, é muito desorganizada, e eu exijo obediência e estimulo ela a fazer as coisas sozinhas, ser mais independente, mas ela sempre entende como eu não sou boa para ela e não quero ajudá-la. Em compensação o meu marido faz tudo para ela, se não fosse eu brigar ele daria de presente tudo que ela quer, ela com 8 anos não saberia tomar banho sozinha, ele faria os temas dela, etc. Ele diz que é assim para compensar eu, pois me acha muito “mandona” “sargentona” por exigir obediência. Eu sofro muito com esta situação, me esforço, mas não consigo manter um bom clima entre nós, sei que a adulta sou eu Por várias vezes acho que ela gosta muito mais quando não estou por perto, quando ela está só com o pai e realmente nós duas estamos sempre nos afinetando, admito que eu também acabo não tratando ela bem, pois ela não me trata bem. Tenho muito medo que cada vez ela se afaste mais de mim, ficando adolescente principalmente. Ela já conta as coisas para o pai, e para mim sempre faz segredo, não quer me contar e ai vira um círculo vicioso, ela me trata mal eu acabo também tratando ela mal…Admito que as vezes sou chata por ser exigente demais, mas além de tudo ela é hiperativa, não pára…
Eu quero mudar, me tornar mais amiga dela, mas ao mesmo tempo não acho certo parar de corrigi-la e ensiná-la. Meu marido diz que, como ela é teimosa, eu deveria tratar ela como uma amiga, uma criança querida e que parando de “mandar” ela iria fazer as coisas, mas acho tão difícil mudar…
As vezes me stresso tanto que acabo até dando uns beliscão, pois parece ser a única forma de fazer ela me escutar, eu aviso, peço, mas parece que ela escuta somente quando dou uns apertos Me arrependo um minuto depois, mas ela consegue me tirar do sério, pois teima, teima, responde e não adianta eu pedir…
Vou narrar uma situação que aconteceu hoje e que acabamos brigando eu e meu marido. Todos os dias quando vamos na padaria ela pega uma pacotinho de balas, ela não oferece, ai eu peço, ela vem com uma balinha na mão para me dar, ai eu digo: Não é assim que se faz, tu tem que oferecer o pacote e a gente pegar, ela oferece o pacote segurando para que eu não pegue mais de uma bala, ai eu xingo, digo que está errada que ela é “esganada” que não tem educação que não é assim que se faz e se eu quisesse pegava tudo afinal foi eu quem comprou. Com esse diálogo meu marido brigou comigo, diz que a errada sou eu que não devo falar assim (detalhe, ele sempre me corrige na frente dela …) Pô mas é sempre a mesma coisa, já falei mil vezes que devemos ser educados e oferecer, mais ai o meu marido diz que educar é assim mesmo e que temos que falar a vida toda a mesma coisa, eu não concordo com isso, queria falar umas 50 vezes e ai ela aprender…
Será que sou tão ruim assim? As vezes me sinto a bruxa da história…
As vezes acho que não nasci para ser mãe? Pois não tenho paciência para falar a vida toda a mesma coisa…
Será que preciso de ajuda de um profissional, ou até um medicamento para me deixar mais tranquila, menos nervosa…
Ai gente o que eu faço?

7 Comentários

  1. Mãe é mãe, amiguinha é amiguinha. Se a sua autoridade (exercida com mansidão) sobre ela não existe, ela vai desafiá-la frontal ou dissimuladamente, o que vai suscitar reações em você e em todos em volta.
    Como sabe, ter e manter a autoridade não é tratar com desamor, não é desprezar, não é faltar com o respeito e nem demonstrar ou tratar com grosseria. Não, nada disso. É desejar o bem e ‘conduzir’ para o melhor, entendendo e estabelecendo os limites dos familiares dentro da dinânica familiar saudável.
    Já uma ‘reação’ a um desajuste é bem menos controlada. Ela geralmente nasce de uma ‘invasão’ feita ao convencional.
    Mas é preciso antes estabalecer a Convenção.
    E manter. Sem reagir, mas através de ações.
    É natural que a garota se apegue ao pai. Ela precisa dele, com sabe. Não deve interferir nisso, exceto caso ela comece a atrapalhar a vida do casal tentando ‘usurpar’ o seu lugar na dinâmica familiar.
    Por isso talvez você sinta ‘ciúmes’ dela, e sinta que ela ‘compete’ com você em casa. Você mesma diz que ela é ‘igual a você’.
    Sim, de algum modo ela é. Ela talvez tenha sido levada a crer que ‘é igual a você na casa.’
    Mas ela não é. Isso não é a Realidade e nem seria o melhor para todos na sua família.
    Ela deve saber quem é a mãe e quem é a filha e quais são esses papéis e os demais numa família. Ela está ‘invadindo’ porque tem sido permitido.
    O que não é proibido é permitido, diz um ditado.
    No caso de hoje à padaria, por exemplo. Quando ela vai à padaria, ela não pede para apanhar as balas. Ela simplesmente as pega, se bem compreendi.
    Isso estaria errado. Ela deve pedir licença sempre, pedir se pode ou não apanhar balas, etc. Educado é pedir licença para apanhar algo, seja em casa à mesa, seja na geladeira, seja na padaria, seja na casa alheia. Oferecer aos demais ou partilhar o que está comendo, querida, é a seguda parte!.
    Ela não foi ensinada à primeira parte, deve entender que a segunda não importa também.
    E ela precisa compreender que não é ‘parte’ do casal (um casal são duas, não três pessoas!), mas que é ‘filha’ do casal; e que sequer tendo ”expressão econômica’ na casa um dia, poderá escolher pelo casal o que se compra para a casa, por exemplo.
    É preciso acuidade. Bobagem filtrar a mosca e o elefante não ser coado.
    Note que você é quem pede balinhas a ela. Pretendendo ‘educá-la’, deseja que ela partilhe, o que é certo. Mas como, se ela sequer teve respeito para pedir aos pais se pode ou não carregar balas da padaria, ela seria generosa e saberia lidar educadamente com pessoas?
    ‘Do pequeno é que vem o grande’, diz um dito. E ‘primeiro as primeiras coisas’, diz outro.
    Vocês entregam poderes de decisão a ela. Poderes que ela não tem estrutura alguma para administrar, aliás. Vocês dão os meios, ela usufrui, não sabe como lidar com os resultados, é questionada ao fazer bobagens e, com raiva, humilha e a desafia. O pai, para não assistir ‘encrencas’, corre para o ‘lado (aparentemente) mais fraco’.
    No fundo ela sente raiva de você. Você não a ajuda a ‘entender’ e a ‘desempenhar’ o papel dela na família. E sabe que você não firma ou esclarece o seu, deixando sobre ela decisões que ela talvez não quisesse (e nem devesse) tomar.
    Por isso ela ‘passa’ por ‘igual’ na dinâmica familiar em relação a você, amiga. E como ela não condições de compreender nada disso, a desafia: para ela está certo ser igual a você e se alguém demonstra o contrário, ela bate o pé.
    Mas aos poucos, uma coisa de cada vez, com amor e um pouco de firmeza, há de fazê-la ocupar o lugar dela, para o bem de todos.
    Não há manual para ser mãe. É um aprendizado constante. Não se sinta culpada por nada. Troque a palavra Culpa pela palavra Responsabilidade. É mais libertadora e amadurecida.
    E como não há ‘manual’, há outras alternativas de inestimável ajuda para pais e mãe nesse árdua tarefa de criar filhos. Leia por exemplo um livro chamado ‘Quem Ama, Educa’, do prof Dr Içami Tiba. É um psiquiatra versado em dinâmica familiar.
    Creio que isso só poderá ajudá-la e também à sua filhinha e ao seu esposo.
    Não é bom brigar. Não é bom que existam discussões do casal por causa da prole. Mas há saídas. Lendo o livro sugerido, verá que sim.
    Boa sorte!

  2. TENTE IGNORA-LA POR UMA SEMANA,MAS HAJA NORMALMENTE COM SEU DIA-A-DIA.Ñ SEI QUAL É SUA DOUTRINA MAS PODE SER UM GRANDE RESGATE DO PASSADO

  3. Acho que você deve sempre pensar, quando está no limite da paciência, que o adulto e você, e ela que é a criança, então, pelo menos na teoria, ela não poderia te tirar do sério, eu tenho uma menina de três aninhos, já perdi a paciência algumas vezes com ela e gritei ao invés de conversar e me arrependo muito por isso, hoje faço de tudo para que isso não ocorra mais, me dói muito ter que brigar com ela, então quando acontece algo, me abaixo na altura dela e tento explicar da melhor forma possível o que eu penso, escuto o que ela tem a me dizer e tento da melhor forma possível achar um meio termo, que agrade a ela e a mim, está dando certo, a Luiza anda mais calma, aprendeu que não conseguimos as coisas no grito mas sim conversando, não é fácil não amiga, mas o principal é o amor, se você ama muito a sua filha, você vai ver, tudo vai melhorar, e só uma questão de tempo.

  4. Olá
    Tenho uma filha de 9 anos, a convivência anda tão difícil que ultimamente até a ignoro. Ela me responde o tempo todo, fala comigo como se eu fosse amiga de escola, estou completamente desanimada e para piorar falo coisas que a deixa triste e ela acaba chorando.
    Falei que ela só sabe me responder e que larguei de mao, que ela é abusada e não me da valor algum. Ela chorou tanto, eu a amo porem não consigo demonstrar nada pois estou magoada com tudo isso. O que faço? Me salvem

  5. Tenho uma filha de 10 anos. Sou separada do pai dela desde que ela tem 6 meses. Ela sempre disputou a liderança comigo. Sempre! Agora mesmo estamos passando por mais uma fase de queda de braço. Sempre converso muito com ela, mas especialmente nessas fases eu deixo muito claro que a casa é minha e quem manda sou eu. Ela faz chantagem, etc mas eu não cedo. Depois ela baixa a bola e volta ao papel de filha. Espero estar agindo adequadamente e te-la ajudado. Não é nada fácil. Abraço.

  6. Oi amiga ,eu já faria igual ao teu marido para ser amiga dela ,oq adianta educar certinho se acabamos sendo a bruxa ,deixa o tempo falar para si na educação dela seja amiga dela de verdade, na questão da bala ria da situação ,seja de bem com ela de um jeito que sua ausência seja notada

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