Me assumi para um amigo e me arrependi

Olá, sou homem, muito reservado e ainda assim, há uns 10 meses atrás, resolvi assumir minha orientação sexual para um amigo próximo, e ficamos confidentes (inclusive ele também me revelou ser bi). Até aí tudo bem, mas ficamos tão próximos e confidentes, que hoje em dia, caso eu passe um dia sem falar, ele me cobra atenção de um jeito que me incomoda. Ele não conversa sobre outra coisa, senão sobre os caras bonitos que encontra no Facebook – e eu não quero falar sobre isso o tempo todo. Se tento falar em outro assunto (musica, livros, vida, etc. ), ele me pergunta porque estou fugindo da conversa; diz que estou afastado, que estou diferente, que não sou mais sincero. Já pediu para ficar comigo, mas eu neguei e me chamou de medroso, que por não me permitir ficar com ele, que é um amigo, nunca vou me relacionar com ninguém – ele não entende que simplesmente “não quero”. Quando falo sobre um cara que conheci, ele pesquisa informações na internet antes de mim, stalkeia perfil no facebook, e fico com aquela cara de quem não tem o mínimo de privacidade. Me chamou para dividirmos apartamento, mas eu neguei, disse que estou bem na minha casa, pois meus pais sabem de mim e me dão força. Ele diz que sou medroso, que não quero crescer na vida. Ele faz comentários que fazem eu me sentir muito mal. Por fim, parei de compartilhar com ele meus relacionamentos e não converso mais sobre isso. Não me sinto mais à vontade para dividir isso com ele. Estou cansado de desconfianças, carência em excesso e cobranças. Estou farto. Eu não suporto mais. Eu me arrependi de ter me assumido. Eu não sei o que fazer.

4 comentários em “Me assumi para um amigo e me arrependi

  • victoria 6 de outubro de 2016

    Fale para ele o que você pensa. Que ele é chato. Se ele achar ruim ou não isso é problema dele. É melhor do que ficar guardando tudo para sí.

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  • mirna 7 de outubro de 2016

    Você precisa cortar esse cordão invisivel que esse cara está colocando em volta de você. Ele tece como uma verdadeira teia de aranha em torno de você, e o sufoca e o oprime e o faz aborrecido, ansioso, descontente e desgastado, além de algo enfraquecido.
    Não tema. Corte laços de verdade. Afaste-se fisicamente inclusive, evite ‘dialogar’ (cortando o papo) e não vá atrás de choramingos de cobranças pretensiosas da parte dele, que ‘exigem’ atenção da sua parte. Você não é a placenta e ele o feto, por mais que ele queira que assim seja por força de expedientes ‘emocionais’ ou em forma de ‘ameaças’ veladas.

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  • Amigo 2 de janeiro de 2017

    A questão não seria o “logotipo” “Amigo” e ter se “aberto” a ele sobre sua sexualidade, mas quem sabe um desejo, dele poder vir a ser: seu namorado? O que aconteceu é que ele foi “afoito”, por certo mais “assumido” a tempo, do que você. Talvez a conversa devesse ser outra: vocês verem a possibilidade de viverem algo juntos (vida em comum). Lembre-se o tempo passa rápido e, se seus pais lhe dão força, evite negar-se de ser feliz. Sucesso.

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  • Ricardo 27 de fevereiro de 2017

    Muito obrigado Mirna, por suas palavras. Muito obrigado mesmo! Um forte abraço.

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