Superar o Rancor, Recentimento e Vingança

Você já passou por uma situação de traição? Alguém já te apunhalou pelas costas e ainda tentou manchar a sua reputação? No momento de necessidade a pessoa que você mais confiava lhe virou as costas?
Se você passou por uma dessas três situação você sabe bem do que estou falando: esse sentimento chamado ódio ou rancor, que dilacera a alma.
O tempo passa e com ele passa a raiva e o desejo de vingança (ainda bem), mas o ferimento está lá, mal curada, e qualquer coisa que lembre o que você viveu abre novamente aquela ferida.
Pensamentos terríveis já passaram pela minha mente, mas o desejo de lavar a honra com sangue ou qualquer tipo vingança já não fazem parte de mim. Entreguei tudo na mão do altíssimo pois só ele possui a verdadeira justiça.
No entanto esses fantasmas do passado ainda me perseguem, a cada situação que me lembre ainda que vagamente o que passei. Qualquer sombra de desprezo ou humilhação é o suficiente para tirar a minha paz.
Quero me curar completamente e abandonar todos esses sentimentos que só nos fazem mal, mesmo sabendo que a cicatriz sempre estará lá. Tenho me voltado a fé, que foi minha grande salvadora, e também busquei ajuda médico-terapeuta.
Estou aqui escrevendo isso para compartilhar minga experiência com outras pessoas e saber se existe alguém no site que esteja passando ou que já passou por situação parecida. Se sim, conte-me o que você fez para superar?

3 Comentários

  • Cowboy/SP 3 de julho de 2016

    Ahhhhhhh…..como dói!!!
    Mas passa, tudo passa.
    Passei por estas 3 situações do seu texto, por alguém que eu sempre julguei acima de qualquer suspeita.
    O mais difícil pra mim não foi superar as dores da traição, foi recuperar a autoestima e conseguir me abrir para um novo relacionamento sem as amarras e traumas do anterior. Voltar a confiar novamente está sendo a parte mais difícil.
    Como no meu caso é tudo ainda muito recente, acredito que ainda leve um tempo para que as coisas entrem nos trilhos novamente. Mas sei que vou superar. Não tenho este apego espiritual e religioso, talvez por isso as coisas demorem um pouco mais para cicatrizarem comigo.
    Mas estou aí, na luta, superando um dia após o outro, me dedicando ao trabalho e aos meus filhos.
    Abraços e boa sorte.

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  • R 3 de julho de 2016

    Não posso dizer que superei, porque considero a nossa natureza uma coisa muito volúvel. Mas fazem anos que esses pensamentos não me incomodam. E acho que devo isso a ausência da raiva.
    Me ocorre a lembrança, mas ao reagir a ela não tem mais nenhuma raiva presente. E nem mesmo uma grande tristeza, mas uma vaga e até mesmo produtiva que em nada incomoda.
    Acho que a raiva, como uma resposta àquelas lembranças, era uma reação de conduta e não da natureza. Penso que em situações onde a raiva existe, não se deve repreende-la. Mas , como a vi como um erro de conduta, evitar que ela surgisse parecia possível.
    Procurei me reeducar para não reagir com raiva à coisa alguma. Nunca é muito definitivo, como eu disse. Ainda sinto raiva algumas vezes. Mas já é raro. E esse sentimento de vingança nem lembro a ultima vez que senti. Mas pelo menos faz 2 anos, pelo menos.

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  • Gih 4 de julho de 2016

    Já passei por isso da pior forma possível, e hoje eu falo com toda certeza do meu coração que só restam resquícios de lembranças, aprendi a me perdoar em primeiro lugar, aprendi a perdoa quem me causou a dor, vivi uma situação segundo minha terapeuta fase do luto por 2 anos, não sai de casa, não tinha vontade de viver e tinha muita dor, raiva e sentimento de vingança, com o tempo aprendi que era preciso colocar Deus na minha vida e deixar tudo de lado, fácil não é às vezes perguntava por que? Eu não merecia isso? O que eu fiz pra essa pessoa? Nada como o tempo para trazer as respostas, e hoje me vejo liberta de todo sentimento mal, superei e descobri o quanto sou forte e como me amo.

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