Meu ex é bipolar e agora começou o tratamento

Eu o amava muito e quando percebi indícios do transtorno afetivo bipolar tentei que ele fizesse o tratamento de todas as formas. Quando ele estava bem era tudo ótimo, mas aconteceu de os momentos bons serem cada vez mais escassos. Ele sempre me culpava dizia que eu fazia com que ele ficasse assim, ficava muito irritado e agressivo quebrando coisas da casa. Nos separamos. E agora 7 meses depois descobri que ele está se tratando com o medido que indiquei, está tomando remédio específico para controlar as mudanças de humor. Ele me contou sobre o tratamento é que está se medicando e indo no terapeuta há 4 meses, diz que se sente muito melhor e parece mais coerente também. Não sei o que eu faço, deveria dar outra chance para ele? Quando medicados eles ficam melhores mesmo? Ou é algo que vou sofrer para o resto da minha vida? Não quero desistir dele por algo que não tem culpa, a doença. .mas não quero que isso destrua minha vida

7 Comentários

  • Franz 7 de setembro de 2019

    É uma grande responsabilidade, se não está pronta para voltar a encarar os momentos difíceis – e eles vão voltar – então deixe de lado e siga sua vida, será a melhor coisa para ambos. é um tormento a sensação de ter alguém “preso” a você por pena, que por vezes é confundida com o amor. Ele não é seu filho ou irmão, não possuem ligações diretas um com o outro, logo a responsabilidade de segurar essa bomba relógio não é sua. Você não suportou os ataques dele uma vez e continuará não conseguindo lidar com isso. Só você pode calcular a decisão final.

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  • Bird 7 de setembro de 2019

    Acho que vc não tem noção da proporção do que é uma pessoa bipolar, o pai e duas irmãs do meu marido tem, é muito sofrimento pra família, a pessoa que tem esse transtorno nunca vai poder parar o tratamento, é para o resto da vida, mesmo que ele ache que está bem e parar por conta do nada ele pode ter um surto e te agredir ou até te matar, como fez meu sogro com a minha sogra(hoje são separados) se contar que é uma doenças genética e sempre vem acompanhada com outro tipo de transtorno, meu conselho, não entre nessa situação que isso pode custar sua saúde mental e sua vida e sua futura geração, te aconselho a refazer sua vida com outra pessoa.

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    • paulinha 9 de setembro de 2019

      Conviver com um bipolar é uma gangorra emocional, pois de homens encantadores, quando surtados são imprevisíveis. Nem todos os bipolares são agressivos, cada qual tem a sua forma peculiar de expor a sua forma mais extremada das emoções, quando estão na fase desestabilizada. Alguns são bem disciplinados com seus tratamentos, mas aqueles que são resistentes, são os casos mais preocupantes, pois você pode esperar de tudo, já que estão completamente sem freios emocionais. Tem alguns que só fazem mal para si, mas alguns podem envolver todo o seu círculo familiar, mas obviamente, não fazem isso porque querem, mas sim por que são vítimas dessa doença, por esse motivo também tem que envolver o perdão e a paciência. Eu tenho um cliente que em uma situação de surto, doou o faturamento da empresa para seu gerente, posteriormente na justiça não conseguiu recuperá-lo. Se você conseguir ter a segurança de que ele é confiável com o tratamento, pode ser até que dê certo, mas apenas sugiro que tenha uma vida profissional remunerada, para se garantir no futuro, pois você nunca deverá ficar dependendo de uma pessoa que tem problemas.

  • Observador 8 de setembro de 2019

    Não é fácil conviver com uma pessoa que tenha algum transtorno mental como a bipolaridade ou depressão: por mais que esteja com medicação, exigirá muita paciência no que falar porque a ambiguidade e a desmotivação tendem a ser o feedback. Tive uma colega que não soube trabalhar os revéses da vida, se tornando uma bipolar, podendo ser uma boa anfitreã e na hora seguinte mudando totalmente. Poderia sugerir a vc, conversar com o médico dele e ele lhe disser que o tratamento esteja a contento, mas sabemos que conviver a dois, normalmente, já requer ceder, ainda mais com quem estará sempre em constante recuperação: Depressão, Sindrome do Pânico e Bipolaridade não tem cura e pódem se “entrelaçar”!

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  • Ana 8 de setembro de 2019

    Eu posso te falar que você tem que amá-lo muito mesmo. Você está preparada para encarar a loucura novamente ?
    Meu irmão mais novo tem bipolaridade. Ele precisa seguir estritamente os medicamentos que sempre podem mudar… E também pode demorar um tempinho para se conseguir o efeito desejado. Sem mencionar os efeitos colaterais dos novos medicamentos. Enfim é uma dor.
    Mesmo ele se tratando e fazendo tudo certinho não tem jeito. Uma crise de loucura aqui ou ali vai acontecer de vez ou outra. Me dá medo quando meu irmão fica muito agressivo. Ninguém segura.
    Digamos que melhora MUITO mas você tem que estar bem ciente se é isso que você vai querer para sua vida porque exige muita paciência e saco para lidar.

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  • Thiago 9 de setembro de 2019

    Eu tive uma ex bipolar. Realmente, é muito difícil, pq o controle da doença é dificílimo e tem um potencial enorme para te desestabilizar.

    Pense no seguinte: como anda sua estabilidade emocional? Se voce nao estiver segura emocionalmente, nao arrisque.

    Segundo: e se voce tivesse uma relação mais distante? Pode valer a pena pq te expoe menos e ele procura quando estiver melhor

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  • ana julia 9 de setembro de 2019

    Essa doença se não tratada corretamente e o paciente colaborar em se manter sob medicação pelo resto da vida, a situação poderá ser bem tensa para as pessoas da sua convivência. Vc terá que lidar não apenas com suas mudanças de humor, mas também com um pacote de situações delicadas, quando a pessoa estiver desestabilizada. A minha ex cunhada, demorou para iniciar o seu tratamento e ainda assim foi inconstante, hoje ela toma 5 medicamentos, pois o lítio para ela não é indicado e está há mais de 10 anos fora do mercado de trabalho, sendo sustentada pelo filho de 29 anos, pois a mesma não mais tem mais condições de lidar com situações que envolvam pressão ou responsabilidades relevantes. Cada pessoa tem uma resposta individual a essa doença, algumas conseguem ser produtivas pela vida inteira, desde que acompanhadas por psiquiatra e auxiliada com urgência, nos momentos que se exigir a interferência da família. Segundo os psiquiatras, há componentes genéticos e ambientais envolvidos na manifestação do transtorno bipolar. E a hereditariedade da doença pode chegar a 70% em parentes de primeiro grau, quando a mãe, o pai ou irmãos têm o distúrbio. Por outro lado, são pessoas que também tem muitos aspectos positivos, mas se for continuar com seu namorado, terá que ser uma pessoa muito forte e determinada a ajudá-lo, nos momentos que se exigir.

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