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Roubei meu marido

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Há alguns anos, digo desde 2007 venho roubando dinheiro do cofre de meu esposo, no começo roubava para manter uma relação com um amante que durou 3 anos, e …depois que tudo terminou com esse amante, continuei a roubá-lo mas dessas vezes para meu luxo, roupa, sapato, celular, e etc…temos 20 anos de casados eu trabalho, temos 2 filhos 17 e 12 anos. hoje ele resolveu me pressionar pois sei que ele já percebia que o roubava, eu não neguei confessei que sim…então ele quer a separação, sei que ele tem toda razão, mas quero deixar aqui e o que me incomoda é porquê tantos anos ele resolveu me pressionar agora, sei que não tenho esse direito estou errada mas também sei que ele me ama muito, mas confiança é a base do casamento que é questão de tempo para ele ir embora ou me mandar embora.. como devo agir tomo eu essa decisão de ir embora logo ou aguardo que ele resolva tudo?

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Respostas (10)

  • s

    Em tese você não roubou coisa alguma. O casamento, mediante o regime estabelecido quanto aos bens, confere ‘comunhão’ parcial ou total na parte material. E dinheiro é bem material, querida.
    Portanto, se está casada no regime da comunhão pacial ou total de bens, não roubou nada, pois era algo seu. Isso vale para uniões estáveis, inclusive.
    Se ele não pensou nisso, deve ser lembrado a respeito. E se pensou e ‘fingiu que esqueceu’, igualmente.
    Portanto, querida, a rigor ele não pode acusá-la de nada. E nem você!
    Parece que quem mais faz acusações a respeito disso é você. Pois quando ele a questionou sobre o cofre, você foi logo fazendo ‘confissões’ a ele, como se ele fosse um deus. Foi movida pela Culpa, creio.
    Porém pense nisso. A Culpa não me leva a nada, exceto a muito choro, vergonha, humilhação. Mas se eu trocar a palavra Culpa pela palavra Responsabilidade, as coisas mudam de figura!
    Responsabilize-se pelos seus atos, mas exija que o seu esposo seja também Responsável pelos dele: um marido não pode ‘acusar’ a mulher de roubo de bens comuns.
    E se ele prefere o cofre a você, que vá aos infernos lá reclamar a quem quiser. Pois Juiz algum no mundo o ouviria e diria no mínimo que ele é ignorante até mesmo sobre um regime de bens adotado e vigendo no próprio casamento.
    Ele perdeu a confiança em você?
    Não. Ele nunca confiou. Mantinha o dinheiro num cofre, contando-o a modo de saber se dalí faltava algo. E, pior, não perguntou com isenção se você havia pegado alguma quantia, mas questionou-a já revestindo a conversa de uma acusação. Ele pode estar sendo meramente oportunista, aliás.
    Levante a cabeça. Não se acuse e não permita acusações. Se ele for embora, que vá. E nesse caso procure um advogado imediatamente, a modo de garantir os seus direitos e os direitos dos seus filhos. E não se permita sair da sua casa jamais! Se ele quiser, que saia ele!

  • s

    Retorno postando, para comentar algo com você.
    Fui casada com um sujeito pelo regime da comunhão parcial de bens. Quando me casei com ele, dentre mais eu conservei um carro que eu já possuia.
    Um dia ele me pediu o carro emprestado por motivos profissionais. Eu já andava bastante contrariada no casamento e respondi não, não empresto o carro.
    Ele não titubeou. Simplesmente pegou a chave-reserva e saiu com o carro.
    Nem notei. Eu usava pouco o carro naquela época.
    Passadas algumas semanas, recebi pelos correios notificações de multas de trânsito numa Rodovia. Então entendi rapidamente o que havia ocorrido.
    Fiquei indignada. Eu podia inclusive provar que ele ‘surrupiara’ o carro.
    Fui ao meu advogado. Contei tudo e a orientação foi a seguinte: que apesar de o meu marido não ter direito algum de propriedade sobre o carro, já que o casamento era regido pela comunhão parcial de bens, ele poderia, caso a coisa ‘pegasse fogo’, ‘arranjar’ com relativa facilidade algumas notas fiscais de oficinas mecânicas, alegando que fazia ‘benfeitorias’ no veículo e que, portanto, o uso do carro por ele não seria tão ‘inadequado’; e que o carro havia sido usado para a obtenção de dinheiro profissional a ser revertido em bens/gastos/crescimento em favor da união conjugal.
    Ou seja. Ainda que o dinheiro não fosse integralmente seu, o seu marido não poderia alegar nada contra você. Além disso, como ele guardava dinheiro num cofre, suponho que não existam documentos que comprovem as quantias alí reservadas/retiradas. E ainda que houvessem, você poderia alegar uso para despesas necessárias do casal/filhos/lar/saúde, etc.

  • Naty

    Vc agiu muito mal com ele.Se ele decidiu que quer a separação, aceite.É o mínimo de dignidade que vc pode ter.
    Deixe ele encontrar uma outra mulher, que o ame, não o traia e não o roube, de preferência rs .Deixa ele ser feliz.
    Vc não pensou nem nos seus filhos com tais atitudes.Agora não adianta se lamentar.Arque com as consequências.
    Se vc o ama (mas parece que não) , espere o tempo que ele precisa para te perdoar.Pode ser que esse dia chegue.Ou nunca.Pois tudo nessa vida tem um fim.Se não deu valor, a Fila anda! Bjos

  • leafar

    naty voce da conselho em todos os desabafo me passa seu facebook? e essa mulher que rouba deve chegar no marido dela ser sincera, e pedi perdão pelo seus atos de covardia, e dar a volta por cima de tudo que ela fez, voce roubo escondido do seu marido ele não, mas será que voce escondeu do olhos de Deus! eis a questão agora voce vai durmir e acordar com isso

  • Albino J. Maúte

    Traição das piores. Roubar vosso patrimonio para partilhar com um amante, seu marido sacrificando-se todo ou seja como for, para estabilizar e proteger financeiramente a familia, para depois passar por essa humilhacao, é TRISTE. São tantos os conselhos que recebeu e que talvez recebera ainda. A decisao é sua, se se importa com a sua dignidade, deve reconhecer os erros cometidos pedir perdão, nao importam as consequencias. Ja se nao se impora com a sua boa imagem e peso de consciencia, fique numa boa como se nada tivesse acontecido e se quiser siga o conselho da S, tentar acabar o que restou ou aranja advogado e espulse-o de casa para ficar com tudo, mas nao se esqueça Deus é o advogado dos advogados e juiz dos juizes e o seu dia chegara. Boa sorte.

  • s

    Albino,
    Desculpe, mas com todo respeito, devo observar algo. Não poderíamos acusar unicamente a mulher aqui de ter ‘desviado’ dinheiro por conta do amante, esquecendo o quanto ao longo desses vinte anos de casamento o ilustre esposo dela também não deve ter gastado do mesmo dinheiro em presentes para ‘amiguinhas’ e/ou em motéis. Ou vamos agora poder afirmar com certeza pétrea que o homem nunca fez isso?
    Não creio. O mais comum é que homens casados gastem, e muito, com amantes e com encontros secretos.
    Além disso, creia, quando uma mulher chega ao ponto de ter um amante, o marido deve tratá-la muito, mas muito mal, meu caro.
    Não há ‘maridos inocentes’, meu amigo. Você é homem e sabe muito bem de tudo.
    Outra mais. O homen aí parece ser um sovina de marca! Guardava dinheiro em cofre caseiro e provavelmente contava-o de tempos em tempos para saber se aguém de casa não o havia ‘roubado’ no tão amado dinheirinho.
    Portanto, caríssimo, acostumado a esconder coisas aí é o marido, inclusive dinheiro em cofre em casa e provavelmente ao arrepio do Fisco.
    Esconder do Fisco é roubar, meu caro?
    Somente a sua consciência pode responder.
    A minha diz que sim.

  • viviane

    S obrigada pelo conselho……

  • Albino J. Maúte

    Sabe gente, este espaço não só ajuda aos que desabafam mas também aos conselheiros. S, seus conselhos me iluminam sempre que os leio e especialmente um que me tirou de abismo quando fiz meu desabafo, por isso gostaria que não se incomodasse com a interação. Para o caso em resolução da senhora que nela pesa a consciência de ter furtado o dinheiro do marido, suponhamos que o marido nunca traiu a esposa porque para o lar ter vida é preciso ter essa confiança e que o homem só fugiu ao fisco, a sra usou o dinheiro do santo homem com amantes. Imagine depois de um tempo, se calhar depois da morte do marido, encontrem um testamento que propicia/ ou dá direito aos filhos de uso do valor, como ela poderia se sentir? Talvez ladra do património dos filhos e não do marido. O melhor seria o homem usar com amantes seu próprio dinheiro e a mulher também usar seus recursos caso o desejarem, e não o que sra acima fez, mas o justo e o correto é a fidelidade.

  • s

    Albino,

    Grata pelo seu comentário, ao qual tenho apenas uma coisa para dizer em renovação, aliás.
    Mas antes, devo dizer que muito honrada fiquei se algum dia pude ser de utilidade a você em alguma questão. E devo ser grata à oportunidade de ter tantado a ajuda e efetivamente alguma ter oferecido.
    Quant ao mais, sendo você homem e conhecendo a vida, diga-me lá uma coisa: pode você colocar a mão no fogo por algum marido, afirmando com cem por cento de segurança que algum deles jamais gastou algo (do casal) com alguma rapariga?
    Pois bem. Isso vale para o esposo da moça aqui, ou seriamos imparciais.
    É claro que fidelidade é o ideal. Mas me diga. Existe algum homem perfeitamente fiel?
    Não creio.
    Não há na verdade muito como ‘separar’ quanto ao dinheiro de um casal de vinte anos de convivência, especialmente ao longo do curso da união e nas coisas do dia-a-dia. Tudo se mistura. Quem comprou o fogão? E a geladeira? E o carro? Um comprou, mas o outro economizou. Um economizou e comprou, mas o outro conservou e pagou a manutenção.
    Não há muito como dizer sobre ‘dinheiro dele’ ou ‘dinheiro dela’, portanto.
    Abraços e boa sorte sempre!

  • s

    Viviane,
    Não há de que, querida. Eu sim fico grata à oportunidade de tentar ajuda.
    Espero que tudo tenha se resolvido bem, querida. Não se esqueça jamais: não assine documento algum ou saia da sua casa sem antes ver o seu advogado, caso a coisa ‘esquente’. Lembre-se de que tem filhos e de que deve pensar nisso antes de qualquer atitude.
    Boa sorte!

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